A Sereiazinha do Aquário


Era uma vez uma sereiazinha, tão, mais tão pequenininha, que morava dentro de um aquário dentro de uma conchinha.

Seu aquário era enorme, desses bem caros que tem água do mar dentro.
Havia o velho barco naufragado no centro, cheio de esconderijos interessantes para que pudesse brincar de esconde-esconde com seus amigos peixinhos e as vezes até mesmo com o velho cavalo marinho.
Plantas coloridas formavam labirintos coloridos que faziam cócegas em sua barriguinha quando ela os atravessava.


Havia também o velho farol que soltava bolhas enormes o tempo todo e desbotava uma luz azulada durante a noite que deixavam as pedrinhas do aquário lindas e brilhantes.
Ah e também é claro sua dona, a menina gigante chamada Margarida.
Na verdade todos do lado de fora de seu aquário pareciam gigantes assustadores, mas Margarida sempre a tratava com muito carinho e com o tempo passou a ser menos amedrontadora.

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A sereiazinha poderia dizer que sua vida era feliz e divertida até aquele dia que mudaria tudo.

Ele foi colocado bem no cantinho do aquário, assim, sem festa nem cerimônia.
Mas quando a sereiazinha o viu sentiu seus coração disparar. Como era lindo e perfeito!
Seu uniforme azul marinho combinava perfeitamente com o capacete de lata redondo em volta de seus rosto. As nadadeiras em seus pés eram até parecidas com as suas!
E em uma estátua de mergulhador de aquário finalmente a sereiazinha conheceu o amor.
Nó inicio, achava que o novo habitante do aquário era meio tímido. E todo aquele silencio era só porque estava se ambientando a nova casa.
Mas com o tempo nada dele responder aos seus cumprimentos.

– Mas que mal-educado! – pensava com raiva

Com o tempo a raiva passou dando lugar a tristeza.

– Porque ele não quer falar comigo? Será que me acha feia?

Mas apesar de seu amado não a cumprimentar ele tampouco a repelia e isso já era alguma coisa.
Aos poucos a sereiazinha se acostumou com o seu silêncio e começou a passar o máximo de tempo que podia ao seu lado.
As vezes até mesmo vendo as noites iluminadas do farol e contava as bolhas de ar que emergiam de seu interior. Que sonho tão lindo seria poder ser correspondida por aquele amor.

Certo dia, Margarida trouxe novas amigas da escola para verem seu lindo aquário.
Normalmente as amigas de Margarida adoravam ver a sereiazinha, brincavam um pouco com ela, mas depois iam se divertir brincando de bonecas e logo a esqueciam.
Mas dessa vez Margarida trouxe uma menina diferente. Gertrudes era seu nome. E quando Gertrudes viu a sereiazinha da nova amiga ficou simplesmente fascinada.
Quando as outras meninas enjoaram do aquário e foram brincar no jardim, Gertrudes permaneceu ali. Olhando a sereiazinha de boca aberta. Cada vez mais e mais encantada.

A sereiazinha se aproximou do vidro…

– Oi

Gertrudes quase morreu de susto e correu para trás do sofá. Colocando um pouquinho a cabeça para o lado de fora falou:

– Vo…você fala?

– Falo sim. Mas Margarida não sabe.

– Mas porque então está falando comigo?

– Você é nova. E parece legal.

Gertrudes se aproximou do aquário com um grande sorriso no rosto.

– Obrigada Sereiazinha. Mas porque não fala com Margarida?

– É porque eu gosto muito dela sabe… e se falasse com ela ia acabar contando o meu segredo.

– Qual segredo?

– Sou uma sereia de verdade e fui enfeitiçada. Para voltar ao meu tamanho real eu tenho de voltar ao mar.

– Nossa! – disse Gertudes surpresa – Mas porque não conta para Margarida? Com certeza ela vai poder te ajudar!

– Não – respondeu a sereia – não faça isso. Vai magoar Margarida. Ela gosta muito de mim sabe. Ia ficar muito triste se eu fosse embora.

Gertrudes não pode deixar de sorrir pela bondade da sereiazinha. Logo chamou Margarida e contou tudo que estava acontecendo.

– Minha amiga sereia querida – disse Margarida com lágrimas nos olhos. Não sabia de sua história. Você podia ter me contado há muito tempo. Vou sentir muitas saudades de você, mas sei que será muito mais feliz em sua casa.

As duas então, colocaram a sereiazinha em um pote com água do aquário, e é claro, seu mergulhador querido também, chamaram as outras amiguinhas e foram até à beira da praia, onde soltaram a sereiazinha.

E o feitiço foi quebrado!

A sereiazinha voltou ao que era – uma linda sereia!

Ela retornou, então, à beira do mar e agradeceu às meninas, que estavam eufóricas, dando pulinhos de alegrias!

A sereiazinha se despediu e começou a nadar pelos corais dando piruetas de felicidade, quando para sua surpresa, procurou a estátua de seu querido mergulhador e ela havia desaparecido, dando lugar a um mergulhador de verdade!

Ele se aproximou com um rosto assustado, mas ao mesmo tempo encantado.

E ali amiguinhos começava uma nova história, com muito ainda a ser contado.

FIM

Autores: Rodrigo Lopes e Alice Campos Lopes

a partir de uma idéia de Matheus Lopes

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