A Princesa Jacaroa


Diria aquele humilde leitor: Princesa tudo bem, mas Jacaroa? Que horror!
Fazer o que… As histórias não distinguem sexo, raça ou cor.
Pois no fim, é dentro de cada indivíduo que está o verdadeiro valor.

E nossa história começa assim… Com uma princesa.
Seu nome era simplesmente Jacaroa e possuía todas as qualidades que uma princesa deveria ter:
Bondade, humildade, inteligência, coragem. Tá bom… e a beleza? Podem alguns perguntar.
A beleza estava lá. Era só observar.
Jacaroa era muito querida por todos, juntamente com seus pais que eram conhecidos como os bons governantes do Pântano Tenebroso.
Não havia cobra, lagarto ou aranha que não se orgulhasse de morar ali.
Nunca faltava comida ou lugares maravilhosos para morar. Tocos de árvore  cheinhos de bolor verdinho e aconchegante
e tocas escondidas quentinhas e acolhedoras.
Os animais eram tão felizes que não tinham necessidade nenhuma de caçar ou fazer as maldades pelas quais eram conhecidos.
Aos poucos os habitantes dos reinos vizinhos começaram a mudar para lá.
Famílias de aldeões conviviam em perfeita harmonia com os jacarés… os cavalos, porcos e o gado bebiam de suas águas sem serem importunados,
e havia alguns até que ficaram amigos, como o boi Jonas e a cobra Cecília. Ou o Jacaré Geraldo e a porquinha Marcília.

Mas é necessário dizer que toda aquela felicidade incomodava a alguns.
A malvada Bruxa Verruguenta estava muito insatisfeita com aquela boa fama do pântano onde morava.
Na última reunião de bruxas ela havia sido motivo de gozação de todas as outras bruxas:

– HA! HA! HA! HA! – O pântano de nossa amiga Verruguenta é tão assustador que outro dia vi uma família de coelhinhos brancos fazendo uma toquinha do lado de um ninho de vespas.

– Meninas vocês não sabem de nada. Eu vi uma cobra servindo de corda para uma menininha pular.

Essas e outras histórias eram cada vez mais comuns nas reuniões de bruxas malvadas.
E Verruguenta não podia mais suportar.
Tinha de fazer alguma coisa para recuperar a má fama de seu tão “odiado” pântano.

Em uma noite escura, se aproximou do castelo dos reis jacarés e correu até o quarto da princesa empunhando sua varinha mágica por todo o tempo.
Adoraria transformar alguns guardas em sapos, mas não havia nenhum.
O pântano havia se tornado um lugar tão seguro que os guardas não eram nem mais necessários…

– Que horror! Que vergonha! – pensava amargurada.

E com esse pensamento entrou no quarto de Jacaroa derrubando a porta e soltando um berro terrível:

– Uahahahaha!

A bela princesa que estava lendo em sua cama nem mesmo se assustou.

– Olá Verruguenta – disse Jacaroa com um belo sorriso estampado no rosto – estava com saudades de você. Quer um livro emprestado? Tenho alguns ótimos em minha coleção.

– Ah obrigada alteza Jacaroa. – disse Verruguenta sorrindo – A senhora me deixa muito fel… ESPERE! NÃO! Você não vai me deturpar com suas gentilezas e bondades! O que será de minha reputação?

– Deixa isso pra lá Verruguenta. Aqui em nossa terra ninguém precisa de reputação. Somos todos amigos. Venha… escolha um livro.

– Não! Não! Vou te sequestrar e você vai embora comigo. Vou te levar para a gruta do fim da terra e vamos descer até os seus confins escurecidos! Sim! E lá você será minha prisioneira! E todos irão ficar desesperados! Vamos! Vamos! Deixe-me agarra-la!

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– Que isso Verruguenta! Não precisa me agarrar não. Basta pedir. Espera só um pouquinho. Deixa eu fazer a minha mala. Sabe que adorei a sua ideia! Faz um tempão que não visito aquela gruta.

Verruguenta ficou meio sem jeito… não sabia muito bem como agir e pacientemente esperou a princesa arrumar sua mala.

Logo estavam no meio do pântano a caminho da caverna, mas Verruguenta estava preocupada.

– Princesa. O que vão pensar? Deixe-me amarrar suas mãos. Já imaginou se uma de minhas amigas passar por aqui e ver você assim, tão feliz e sorridente?

– Está bem. Mas essa corda que você esta carregando está muito sem graça. Vamos colocar umas flores para enfeitar!

Acabou que Verruguenta desistiu de amarrar a princesa. Queria era logo chegar na caverna o mais rápido possível.

Ao entrarem na velha caverna Verruguenta começou a se acalmar. Desceram e desceram por sua escuridão assustadora ate chegarem ao fundo. Acendendo uma luz viram um enorme salão silencioso. Cheio de raízes de árvores e estalactites solitárias no teto.

– Verruguenta, tá muito chato aqui não tá achando?

– Ora Jacaroa, mas é claro! Isso é para ser uma caverna assustadora! Como poderia ser divertido?

– Como? É fácil… Vamos dar uma festa!

– O que! Uma festa! Nunca!

Verruguenta chegou a gritar, mas já era tarde demais. A princesa mandou recado pelos morceguinhos que moravam ali e logo todos os animais do pântano começaram a chegar.

Os vaga-lumes cuidaram da iluminação e da pista de dança.

As cobras penduradas como fitas coloridas e as rãs inchadas como balões da decoração.

Um grupo de enguias se pendurou como um celofane e outro de jacarés de alinhou como um enorme xilofone, sapos serviram de tambor e a Loba Heloísa pegou nos vocais. Pronto! A banda de música estava formada!

Os pais de Jacaroa cuidaram dos quitutes mandando trazer delícias do castelo como bolos de teia de aranha, balas de limo e tortas de areia movediça.

Mas que festança se formou no Pântano Sinistro! O som de tanta alegria chegava a alcançar os céus onde algumas das amigas de Verruguenta voavam com suas vassouras.

As bruxas não aguentaram de curiosidade e foram até a festa e imaginem o tamanho de sua surpresa quando viram Verruguenta, no meio da pista de dança, toda enfeitada com fitas coloridas, cantando e dançando sem parar!

– VERRUGUENTA! – gritaram todas juntas

Mas Verruguenta nem ligava. Estava tão feliz que até desistiu desse negócio de ser bruxa. Acabou ganhando o cargo oficial do reino de organizadora de festas espetaculares e todos se divertiram (e muito!) para sempre.

FIM!

Autor: Rodrigo Lopes

a partir de uma idéia de Matheus Lopes

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