Polvo Polvilho e o Pão Sírio


Por essa Polvo Polvilho não esperava, enquanto no meio do deserto do Sahara andava.
Em mais uma de suas aventuras havia se metido porque sempre fazia de tudo para ajudar um amigo.
Lembrava dos últimos acontecimentos ainda aturdido.

No mês anterior seu amigo Pão Sírio, havia aparecido todo sentido.

– Não aguento mais amigo Polvo. Como a vida pode ser tão injusta comigo?

– O que aconteceu amigo pão? Conte-me tudo que as suas preocupações eu divido.

Pão Sírio estava arrasado e ainda mais branco do que de costume. Sua cara redonda e afarinhada virada para baixo encurvada.

– Sinto que não sirvo pra nada! Me lembro no tempo em que ainda era uma comida admirada. Esses jovens de hoje, não há quem aguente, pois todos só querem saber de cachorro quente.
Sempre naqueles pães fofinhos e rechonchudos. E eu, pobre de mim… nunca passarei por um pão assim.

– Não se preocupe amigo pão! Pois ao deserto eu vou te levar. Lá mora o povo árabe que com certeza vai te adorar, afinal foram eles mesmo que um dia pensaram em te inventar!
Nada de salsichas, Ketchup ou Mostarda! Só mesmo temperinhos para te acompanhar. Anime-se meu amigo. Está na hora de se valorizar!

– Obrigado, amigo Polvo – disse pão sírio sorrindo – só mesmo você para me animar!

E mais uma vez o Polvocóptero não tardou em voar. Dessa vez de turbante e com o pão a seus tentáculos agarrar.

O deserto era gigantesco, muito maior do que Polvo Polvilho poderia imaginar.

polvilhoareia

– E agora? – pensava o Polvo preocupado – como o povo árabe eu irei encontrar?

– Olhe lá amigo – disse o Pão Sírio – alguma coisa estou a avistar.

– Mas aquilo é uma pirâmide perdida – respondeu o Polvo já começando a se preocupar.

– Perdida que nada! Pois agora a encontramos. Vamos entrar?

Polvo Polvilho estava com medo, mas para o amigo pão, não queria demonstrar.

E os amigos entraram na pirâmide devagar. As paredes escuras e esquecidas começando a lhes assustar.

Ao pisarem em uma pedra solta acabaram por uma armaldilha disparar e então caíram apressados em uma sala de tesouros com mais riquezas do que poderiam contar.

– Espere pão sírio! Não toque em nada – Polvo polvilho ao amigo tentou avisar

Mas já era tarde demais e Pão Sírio fez uma terrível múmia despertar.

Polvo Polvilho começou a tremer. Que mumía horrível! Era feia de doer.

Mas Pão Sírio pareceu não se importar e da Múmia depenada começou a se aproximar.

– Espere Pão Sírio! – Polvo Polvilho começou a gritar

Tarde demais, pois pão sírio logo com a múmia passava a conversar.

Algum tempo depois, com o amigo Polvo, Pão Sírio foi se explicar.

– Amigo Polvo, mas que coisa singular! Nunca pensei que pela múmia fosse me apaixonar. Pode me deixar aqui agora querido Polvo, fez mais por mim do que eu poderia contar.
Estou feliz agora e com a mumia vou me casar.

A múmia sorriu com todos os dentes a lhe faltar e no alto da cabeça colocou o pão Sírio sorrindo feliz para lhe esquentar.

Mas que eeeca! Acabou virando atadura para uma múmia careca!

FIM

Rodrigo Lopes

E aí? O que você achou da nova historinha do Polvo Polvilho? Diz pra gente!

2 comentários sobre “Polvo Polvilho e o Pão Sírio

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