Gato Jorel e o Catavento


Era uma vez um morro cinzento,
pois perto dele não conseguia chegar o vento.

E sem o vento as plantas não nasciam,
pois seus brotinhos não se reproduziam.

O morro feio da floresta colorida destoava
e não havia vista que não o notava.

A bicharada ficava arrasada…
Visita de parente distante sempre acabava estragada.

Zebra Cristina se lamentava:
– Minha mãe não quer mais vir na minha casa!
– Disse que pra ver em preto e branco basta olhar por ai num espelho em qualquer canto.

Edu Elefante tinha até tentado disfarçar
quando sua prima Cristina uma foto da floresta foi tirar.
Ficou na frente de todos de braços abertos todo gordão,
mas no cantinho da foto o cinza aparecia no morrinho ali no chão.

Caco Quati tentou fazer piada dali
Mas ninguem riu…só o Jabuti.

Amaral Pica Pau dizia que o morro estava coberto de sal.
Pedro Pavão pensava igual… A única de suas penas que combinava com o morrinho era a azul escura…e muito mal!

Águia Palito foi chamada. Teria de dar uma solução naquela enrascada.
– Ajudar até ajudo bicharada, mas não me peçam para colocar Gato Jorel na jogada. Anda muito convencido aquele gato de fama errada.

Tião Foca interveio:
– Errada não diria, meu camarada, afinal ele faz cada invenção bacana com aquela papelada!

E, reagindo com aplausos, complementou a bicharada.

– Mas dessa ele não vai se safar… Que maluquice para colorir o morro ele vai inventar?

E lá em seu barquinho no rio Jorel foram chamar, e na mesma hora ele se prontificou em ajudar.

E de seu chapeu de papel uma forma estranha começou a recortar.
Quadro partes e curvas estranhas começaram a destoar.
E, em um palitinho de madeira nos morros vizinhos ao morrinho sem cor, Jorel começou os cataventos a colocar.
E devagarinho, com o vento distante, começaram a soprar…
todos girando e girando… na direção do morrinho passaram a apontar.

E o vento, meus amiguinhos, ali naquele morrinho feioso, começou a chegar.
As abelhas e os passarinhos logo começaram a notar e combinaram de todas as flores distantes polinizar

E, com o tempo, um verdinho ali começou a brotar.
E o morrinho mais verdejante pôde-se finalmente notar.

– Inventei um catavento amiguinhos, podem anotar. Com a força do vento ele se põe a rodar.
– E as formas mais coloridas ele pode tomar.
– Façam vocês também. Com certeza vão adorar!

GatoCataventoColorb

E Águia Palito não pode reclamar. A mágica de Jorel com seu papelzinho voltou a funcionar!

FIM!

 

 

 

 

 

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