Roy, o Cavalo que Queria ser Cowboy


Nas brilhantes planícies do famoso velho oeste nasceu o cavalo Roy.
Um dia, ainda muito, Roy pequeno viu um lindo garanhão branco desfilando todo pomposo com um cavaleiro que tinha uma estrela dourada no peito.

Todos se afastavam para dar passagem ao cavaleiro exibindo sorrisos brilhantes e olhos orgulhosos. Roy ficou maravilhado. Queria ser assim! E então, desde esse dia, seu maior sonho era ser cavalo de xerife!

Brincava de perseguições correndo e correndo na grama verdinha até o riacho no final da montanha. Quantas aventuras ele e seus amigos tiveram ali…ora sendo mocinho, ora sendo bandido, mas sempre se divertindo muito.

Roy enfim cresceu, e viu com isso a oportunidade de seu grande sonho se realizar.

Mas acontece que Roy não sabia como os homens eram pesados!

A primeira vez que deixou ser montado por um ficou morrendo de dor nas costas por uma semana!

Então começou a se perguntar quem tinha inventado essa história de que cavalo era para ser montaria e homem para ser aventureiro?
Por acaso os cavalos também não queriam aventura? Enfrentar os bandidos e resgatar as mocinhas indefesas?

Ah! Isso não estava certo. E Roy iria provar para todo mundo.

Começou a se vestir de cowboy e praticar o laço e tiro ao alvo de rolha. (arma de verdade não tinha tanta graça)
Apesar das muitas e muitas risadas dos outros cavalos, ele não desistia. E dia após dia, até tarde da noite, ficava lá, praticando.

Um dia, seus amigos chegaram da cidade super animados. Haveria um grande torneio para decidir qual seria o maior cowboy do oeste! Era sua grande oportunidade!

E lá se foi Roy para a fila de inscrição. Ao verem um cavalo vestido de gente a cidade toda caiu em polvorosa. Cada um rindo mais alto do que o outro. Tá, tudo bem, teve gente que até caiu no chão…

– Bom dia senhor – disse Roy ao agente de inscrição

– Caramba, você fala cavalinho?

– Claro que falo, ora essa! Todos os cavalos falam. A gente só não quer que vocês humanos saibam.

– E o que você quer aqui senhor cavalo?

– Roy, me chamo Roy

– E o que quer aqui… Roy?

– Me inscrever para o torneio de cowboy!

– Mas você não pode. A competição é só para gente.

– E aonde está escrito isso, seu moço?

– Bem, não está…

– Então pode fazer o favor de me inscrever na competição!

Então uma grande risada, muito maior do que todas as outras juntas, ecoou no fundo da rua. O xerife Weatherby se aproximava junto com seu barrigão.

– Vá embora seu cavalo maluco! Não tem senso de ridículo? Onde já se viu cavalo ser Cowboy?

– Pois eu posso provar que está errado, senhor xerife. Aposto que consigo fazer tudo que um cowboy faz.

– Quer apostar o que? uma ferradura – e mais risada ecoaram

– Aposto o seguinte: seu eu perder vou embora e nunca mais apareço por essas bandas, mas se conseguir ser o primeiro colocado da competição eu vou desfilar por ai montado no senhor!

– Como é? Onde já se viu cavalo montando gente?

– Ah, mas o senhor não precisa se preocupar não é… como mesmo disse, onde já se viu cavalo sendo cowboy? Está com medo senhor xerife?

E o xerife, não querendo se passar por covarde na frente da cidade, aceitou a aposta.

No grande dia, uma enorme multidão de pessoas (e cavalos!) foi assistir a competição e vieram cowboys famosos por toda a região.

A primeira prova começou: Tiro ao alvo.
Roy, não deu chance para ninguém, mesmo com seu revólver de rolha. Acertou todos os alvos e ainda derrubou uma garrafa com um tiro e a tampou com outro.

A segunda prova foi mais fácil ainda: Corrida.
Roy passou a frente de todo mundo, até porque estava sem cavaleiro nas costas, não é?

E para a última e mais difícil prova: Laçar um cavalo selvagem, acalmá-lo e trazer para o estábulo.
Os homens caiam como moscas das costas de Tiago, o cavalo brabo, mas na hora de Roy foi fácil: Bastou conversar com o tal cavalo que ele se acalmou. O laço ele mesmo colocou no pescoço e no final eles até ficaram amigos!

E foi um alvoroço. Roy havia conseguido! Havia virado cowboy!!!
E todos, homens e cavalos cantaram o seu nome como sendo a mais nova lenda do oeste!

Quanto a aposta… bem, não deu muito certo não. Porque o xerife com seu barrigão ficou com Roy montado e estatelado no chão!

FIM!

Autor: Rodrigo Lopes

Ilustrações do cavalo: Matheus Lopes

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